Não me interesso por reis, nem os do baralho...
Não me interesso por reis, nem os do baralho.
Mas como me interesso pelo amor e, principalmente, por histórias de amor, não pude evitar o envolvimento diante do final feliz da saga amorosa do príncipe Charles, herdeiro do trono da Inglaterra e daquela senhora de meia-idade, Camila Parker sua eterna namorada.
Trinta e quatro anos de amor!
Trinta e quatro anos de dificuldades de toda ordem, imposições da família real, intrometimentos da igreja, casamentos com pessoas diferentes, cerimônias espetaculares (o casamento com Lady Di foi um dos eventos de maior pompa que o mundo já viu), e o amor dos dois lá, brilhando como a luz do sol.
O romance do feio e desengonçado filho da rainha Elizabeth com a feiosa Camila tinha fortes raízes eróticas, como mostrou o telefonema gravado de um diálogo entre os dois ("eu queria ser um tampax").
Não valeu o tempo, não importaram as rugas e as pelancas.
O mundo inteiro, convertido aos mitos de beleza da juventude, torceu para que ele amasse a formosa Diana.
No entanto, o príncipe desengonçado só amou a sua bruxinha, com aquela cara amassada e cheia de marcas.
Camila Parker é uma vitória do amor sobre os estereótipos de nosso tempo.
Será que "boazudas" do cinema inspirariam um amor igual?
Seguramente, não!
Essa inglesa feia, de 57 anos, mostrou às mulheres, as que não são jovens e as que não são belas...que uma mulher pode ser amada por ela mesma - e para sempre.
A obsessão pelos corpos sarados, pelas formas perfeitas, pelo estilo top-model, foi derrotada por esse obstinado romance.
O romantismo ganhou...
E as mulheres tidas como feias também podem sonhar com seu príncipe. Seja ele príncipe de verdade, ou de fantasia.
Camila Parker, quando subiu ao altar, em cerimônia discreta, deve ter se sentido a mais linda das noivas...
E certamente, à noite, quando mais uma vez se despiu diante dele, o príncipe enxergou, não o corpo de uma senhora, mas o corpo esbelto, juvenil, perfeito que possuem todas as mulheres, de qualquer idade, quando são amadas.
Texto de Heloneida Studart
Si me faltares Tu
Gian Franco Pagliaro
Si me faltaras tú
se me faltares tu
Fazer Amor é...
José Eustáquio da Silva
Fazer amor requer arte inconsciente
Fazer amor transcende o feio e o bonito
Fazer amor requer a alma despida
Fazer amor transcende a sexualidade
Fazer amor é ignorar todos os conceitos formais da humanidade
E se entregar
Como se doa a si mesmo
Fazer amor não tem vínculo algum
Com o lado físico dos seres
Fazer amor é uma divindade
Divindade que advém do mais nobre dom da vida :
A própria vida
Fazer amor é enlouquecer a anatomia
Não importa a forma
O que importa é não importar com coisa alguma
Fazer amor
É fazer de inconcebíveis palavrões, um lindo poema
Fazer amor é fazer do corpo um banquete de sonhos
E fazer da alma o berço do gozo ...
Amor Proibido
Ana Amélia Donádio
Ah! Esse amor proibido,
por muitos chamado "clandestino",
baila comigo sobre o infinito
a fazer-me delirar e sufocar o grito.
Ah! Esse amor proibido
me deixa em completo desatino,
fazendo-me perder a razão,
levando-me ao caminho da perdição.
Ah! Esse amor proibido
que embaralha o meu sentido!
Conto as horas para contigo estar,
sem os ponteiros do relógio acelerar.
Ah! Esse amor proibido
que dá asas ao meu sonhar atrevido,
permitindo-me em teus braços viajar
e roubar os teus beijos em qualquer lugar.
Ah! Esse amor proibido,
pelos deuses concebido,
fazendo-me sentir livre de preconceitos
e amar-te de todas os jeitos.
Ah! Esse amor proibido,
mesmo que seja bandido,
é o meu maior pecado.
Por amor será perdoado!
Carvão
Ana Cariolina
Surgiu como um clarão
Um raio me cortando a escuridão
E veio me puxando pela mão
Por onde não imaginei seguir
Me fez sentir tão bem, como ninguém
E eu fui me enganando sem sentir
E fui abrindo portas sem sair
Sonhando às cegas, sem dormir
Não sei quem é você
O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa no colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
O amor me consumiu, depois sumiu
E eu até perguntei, mas ninguém viu
E fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta, sem me distrair
Não sei quem é você
No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixe aqui e solta a minha mão
E fui flechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Quem é você?
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